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Reminiscência LXVII

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Das manhãs cogentes
AurelioAquino
AurelioAquino

 

a professora

no meio da sala

conduzia os olhos

nas palavras

o menino

preso na mágica

sonhava o mundo

quase astronauta

nas naves que via

das palavras voantes

a professora parecia

uma estrela brilhante

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AurelioAquino BR

AurelioAquino

1952-01-29 · Parahyba

Deixo-me estar nos verbos que consinto, os que me inventam, os que sempre sinto.

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