TEMPO PRESENTE
Observava o disco furado
Pulando e repetindo
A mesma frase da melodia
A agulha enroscada
Aprofundava a vala no vinil desgastado
Que nem tocava e nem dizia
Coisa com coisa que o valia
Mas não me engasgava com aquela ira
E a sinfonia nem perdia o encanto
Ainda hoje o prato roda gira roda gira
Regorjeando a mesma rota riscada
Sob o braço da vitrola arredia
Tornei-me disco repetitivo
Mas estou vivo e ainda canto
O mesmo mantra a cada dia
======
Porto Seguro / Ba, 23/02/2025
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski