Retrato tragicômico
O poeta não tem dinheiro
Para o olho de vidro
Suas roupas foram cedidas
Por uma viúva alegre
Sua coroa de louros
Cedida por uma viúva triste
Os olhos verdes da amada
Doravante jazem cinzas
Não há de ser nada!...
Todo fim é nobre destino
Para quem navegou
Nunca houve um tino
Só a lira que o perfumou
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