O mais é resto...
Que é cedo dizem, mas não creio...
Tudo em mim se desvanece!
Carrego do tempo o infortúnio,
da taça o vinho é derramado...
Perguntas se rio? Não, não rio,
não distendem como dantes os músculos
da boca. Não são do riso os dentes
à mostra, são da loucura,
essa megera que o tempo me impôs.
Vivo a me consumir nas andanças do
pensamento; este ainda me é concedido.
Embalsamada a vida, o mais é apodrecido
pelo tempo e emoções idas...
Não sei no que me fio, se me fio...
Minh'alma foi no vácuo do tempo,
vaga e estranha era, se a tive.
Saídas de mim razão e emoção,
ela fugiu. Eu definho...
Ela vive.
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