A noite silente e fria,
debruçava seu manto de sutil tristeza...
Nuvens no céu bordavam a nostalgia
do pálido momento, em tons de rara beleza.
Apenas vultos nas ruas se moviam,
em contraste com a quase inerte natureza
dos arbustos, que nas calçadas sombrias
bailavam aos ventos, em parcas correntezas.
Lua de prata, luzes que criam,
sombras sem almas, vidas ilusórias.
E cada uma escreve nas folhas
do livro do tempo, as linhas da história.
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