SOU O MEU FIM
Sou um poço de arrependimento,
Um nada, cão sarnento.
Crio histórias mentirosas
Que são o meu tormento.
Eu não gosto de você,
Mas me forço a ficar,
Nem eu consigo entender,
Muito menos te explicar.
Me meto em confusão,
Crio monstros terríveis,
Num carrossel de emoções,
Que roda imprevisível.
Sou o fim de mim mesmo,
O meu próprio buraco,
Onde me afundo velozmente,
E me corto com meus cacos.
Enfim, sei lá por que existo,
Só para me ferir,
Pois nada eu conquisto,
Só faço a todos mentir.
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