Claustros da noite
Entre os claustros da noite está pousado
um luar gemendo qual recluso eco devastado
Nos aposentos da escuridão resta um afago que
mui serenamente amplia a solidão ali recostada
No ascetério celestial todas as palavras meditam
apregoando cânticos enamorados…tão inebriantes
Com devoção quase devastadora fazem súplicas
aos silêncios jungidos por preces mais exuberantes
Frederico de Castro
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