DEPOIS DA CAMA...
Depois da cama, nada mais,
Somos dois desconhecidos,
Cada um para o seu lado,
Só o sexo faz sentido.
E assim, há tantos anos,
Vivemos nossa farsa,
Nunca nos amamos,
É o tesão que tem graça.
Infelizes sempre depois,
Procuramos outros corpos,
Sem pudor, nem constrangimento,
Oferecemos o resto de nós mesmos.
E em noites solitárias,
Quando a solidão pede abrigo,
Pulamos um na cama do outro,
Entre gritos e gemidos.
Que vida vazia temos,
Não damos nada um ao outro,
Até o prazer é meio forçado,
Estamos no fundo do poço...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Give a cup of your silence
Spare me some love, Fidelis—
the way a beggar spares a coin
from the hand of a saint,
or rain spares one roof
while drowning the vill…
Aldo gabbay kraas
Disfarces
o homem disfarçando a vida joga na consciência sonhos e dúvidas os que constrói as que lhe pulsam nessa dívida tudo que rastreia é colher…
AurelioAquino
Corpo Reluzente .
Não tenho outro caminho a seguir - a não ser as marcas que teus pés deixam nas estradas - pois chove torrencialmente e não consigo te ver…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Huipil
Cercar-me de monjas blancas,
ao meu redor para receber
de corpo e alma o teu amor,
embriagar-me no teu fragor
e derreter-me d…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski