DEPOIS DA CAMA...
Depois da cama, nada mais,
Somos dois desconhecidos,
Cada um para o seu lado,
Só o sexo faz sentido.
E assim, há tantos anos,
Vivemos nossa farsa,
Nunca nos amamos,
É o tesão que tem graça.
Infelizes sempre depois,
Procuramos outros corpos,
Sem pudor, nem constrangimento,
Oferecemos o resto de nós mesmos.
E em noites solitárias,
Quando a solidão pede abrigo,
Pulamos um na cama do outro,
Entre gritos e gemidos.
Que vida vazia temos,
Não damos nada um ao outro,
Até o prazer é meio forçado,
Estamos no fundo do poço...
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