Estranho Verão

No inicio deste estranho verão,
ando descalço e sozinho,
caminho sem direção,
com o rosto molhado,
desta chuva miudinha.
E com os pensamentos sangrando,
não sei onde estou, apenas!
No frio do meu sonho,
com os pés feridos, contínuo caminhando,
perdido num tapete vermelho feito de pétalas.
É ali que entro no jardim onde,
sempre colho as mais bonitas flores,
são elas de todas as cores,
fazem-me lembrar todos os meus amores.
Ali encontrei a rosa perfumada,
dela, inalo o seu perfume,
que desafiará o meu coração,
a dizer no fim deste resume,
um te amo, com carinho, fúria e paixão...

Luzern, 03. 07. 2025, Joao Neves...

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