NAQUELE MORRO
Lá no alto daquele morro,
Tem as marcas do nosso amor,
Aquele mato amassado,
Foi onde tudo aconteceu.
Tão de repente, nem acredito,
Parece que um raio caiu,
Num instante éramos um,
Até o céu se abriu.
E agora, como estamos?
Quero outra vez,
Dessa vez numa cama,
Com calma e lucidez.
E se for lá no mato,
Tudo bem, eu aceito,
Mas que seja devagar,
Para nos pegarmos de jeito.
Quanto tempo esperei,
Parecia impossível,
Juro que sempre te amei,
E que aquele dia foi incrível.
Se não me ama, tudo bem,
Eu aceito numa boa.
Se foi por tesão o incêndio,
Tenho mais combustível.
Que saudade daquele dia,
E de você também,
Ainda estou cheio de alegria,
Quase grito por aí...
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