Escorpiano
Eu acho que ele foi meu portal para uma nova terra. Sua face e seus olhos, como um desbravado viajante da noite infinita. Eu me agarrei, me agarrei naqueles céus azuis índigo, no vislumbre do que poderia ser a nossa história no vazio existencial. Ele foi a minha pessoa, e eu caminhei sob esse solo. Essas são todas as minhas formas de descrever a linha tênue do tudo e da morte que ele envoltou em mim, num mistério tentador e sádico. Minhas estrelas brilharam, mas meu mapa não respondeu ao seu Escorpião e você se foi. Mas saiba que a nossa casa e a nossa fartura sempre estará lá, em algum lugar no lume escuro.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Política sindical
Julian Lael O sindicato municipal discute com o sindicato estadual qual deles é mais imbatível que o sindicato federal. Enquanto isso, o…
Julian Lael
Obra N.° 1: Olhos Cor de Âmbar
Mesmo que eu ande
sem o calor da tua presença,
Meus olhos hão de ter
o frescor da tua excelência.
Olhos cor de âmbar…
Vilar Romancista
A expectativa não é leal
Manchete:"Ah, expectativa, que coisa mais feia!"
Cheia de falsa espera; infinito promete.
Repete, não cumpre; à ilusão chuleia.…
Raquel Ordones
Sem nenhuma resistência
O teu coração com o meu
tocam em ritmo de Aléké
em tempo de Sumaúma
eflorescida bem na beirinha
do majestoso Rio Maroni,
n…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski