E lá estava ela...
E lá estava ela, empoleirada nas hastes de
Uma carícia excitante, desabotoando muito
Devagarinho os botões a um sussurro exorbitante
Enquanto o dia marinava no dorso de uma hora divagante
E lá estava ela, descodificando a genética de cada olhar
Fraterno e suculento, ali debaixo de um recôndito eco debutante
Sei que a montante o riacho de silêncios irá desaguar ao lamber
A fonética das palavras que profanam o altar dos lamentos palpitantes
Frederico de Castro
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