MEIO TRISTE
Ando meio triste,
Até decepcionado,
É tanto dedo em riste
Que eu vejo ao meu lado.
Outros dedos me apontam,
Como seu eu fosse um condenado,
Mas todos eles aprontam,
E eu sou o crucificado.
Quero ver a verdade,
De quem me acusa de nada,
Vivo em calamidade,
Minha vida está sufocada.
E nem o sol brilha mais,
A lua não vem me ver,
As estrelas caíram todas,
Está difícil de viver.
Mas eu tento resistir,
Correr dessa coisa toda,
Querem me ver cair
Torcem pela minha derrota.
Agora sou um pária,
Não tenho serventia,
Já mamaram tudo o que eu tinha,
Hoje sou uma teta vazia.
Meio triste? É pouco!
Sou a tristeza em estado puro,
Um pau todo oco,
Jogado num canto escuro.
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