Poemas e Poesias.
Nesta manhã ao me
encaminhar para meu trabalho...
em uma rua não muito movimentada;
percebi um senhor cego com sua
bengala se orientando na calçada .
Tinha ele um carrinho , destes de
supermercado.... recolhendo e pedindo
as latas vazias de alumínio ; que eram
servidas aos jovens e adultos ... de
refrigerantes e cervejas que por eles
eram com alegria : devidamente
esvaziadas.
Este senhor cego e com sua impecável
bengala... se orientava com extrema
facilidade nas ruas desta cidade ; que
amanhecia de uma noitada : domingueira ;
por jovens e adultos sendo consumidas
e nas ruas lançadas.
Estas latinhas de alumínio era por ele
recolhidas ... com os sons que elas faziam
ao caírem perto de suas pernas ; e com
um estilete bem comprido as fisgavam ;
para que no seu carrinho fossem colocadas.
Mal sabiam eles ... cidadãos de primeira
grandeza ; que este homem sego e com
sua bengala na mão direita se orientava .
e com a mão esquerda seu estilete as
colocam no carrinho : que ele mesmo empurrava.
E foi seguindo , por bares e por cafeterias
com suas latinhas de alumínios .... que seriam
vendidas para reciclagem : para que com
o dinheiro ganho , dormisse em um casebre
e ferozmente se alimentava.
Assim é um homem que os rostos de seus
semelhantes , não enxergava ... mas levava
no seu coração um agradecimento : de ser
por este descartados objetos , ser teu sustento
de vida , e sempre do amanhecer ao escurecer:
sentir-se forte e prosseguir com sua empreitada.
Pois então... este homem , não sentia qualquer
tormento e nem a sua desigualdade , perante a esta
grande juventudes e adultos desta comunidade.
Ademir O Poeta.
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