O Toropi que floresce
amoroso em Outubro
no Rio Grande do Sul
carrego dele em mim,
como se fosse preciso
de alguma explicação
para a Primavera ser
entendida para quem
nunca presta atenção.
Do Toropi amoroso
levo o quê é sublime,
o estar sob o glorioso
céu austral que basta
diante do banquete
do ego alheio que passa.
A minha existência não
precisa ser fantástica
como alguns pensam
que morro de desejo,
a convicção enraizada
que levo desde berço
do meu Pampa imenso,
porque sou Chimarrão,
pão com Chimia, poesia
e paz pro nosso coração.
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