NÃO QUERO GUERRAS; NÂO QUERO CONFLITOS

Não quero guerras, não quero conflitos,

quero mares calmos e ventos benditos.

Quero o riso solto das crianças na rua,

e o brilho sereno da noite com lua.

Não quero gritos nem fúria em punho,

quero o abraço… esse doce cunho

que sela promessas e cura feridas,

dando sentido às horas vividas.

Não quero ódio, nem muralhas frias,

quero pontes feitas de alegrias.

Quero o pão partilhado à mesa,

onde a paz é simples, mas pesa.

Não quero guerras, nem armas erguidas,

quero histórias de mãos unidas.

Pois se o amor for o nosso fardo,

o mundo será leve, e será mais tardo.

Não quero guerras, não quero conflitos,

quero caminhos limpos, passos convictos.

Quero o sol inteiro nas manhãs claras,

e a paz nas vozes que outrora foram raras.

Não quero ferros, nem grilhões humanos,

nem ódios velhos, nem enganos.

Quero a esperança em flor nas janelas,

e os corações abertos como estrelas.

Não quero tronos de poder vazio,

quero o labor humilde, o pão macio.

Quero a canção que o campo murmura,

e o tempo manso que a alma cura.

Maria Antonieta Matos

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