MUITO TRISTE
A tristeza tomou conta
Da minha vida atormentada,
Tenho medo de quase tudo,
Faço quase nada.
Estou preso em mim,
Nas profundezas do meu ser,
Aliás, já nem sei quem sou,
Nem se mereço viver.
As portas se fecharam,
As luzes são fracas,
Os meus olhos não enxergam,
O que está bem claro.
Vago pela vida,
E ela passa por mim,
Me atropela sempre,
Atirando-me ao chão.
Danço uma música mórbida,
Sem pé e nem cabeça,
Sozinho no salão,
Ainda tem quem me esqueça.
Ah, vida que levo!
Eu não aguento mais!
Um dia ainda me revolto,
E não volto atrás!
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