derramado nas letras

Marx ainda tramita

as veias rubras do mundo

pulsando a vida

deixá-las abertas

varizes do povo

vão das hemoptises

na insurgência do novo

o fulcro das ruas

perpetrando assaltos

deixa o peso dos ombros

derramar-se nos passos

o caminho exato do futuro

vive assim desembestado

como um tempo ainda roto

que precisa de bordados

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