INDECISO
De manhã quebro um ovo
Na borda da frigideira
A clara branca se espalha
Como pensamento impreciso Ele me olha com seu olho amarelo
De que o comerei apenas porque preciso
Além da janela
Um pombo discute com outro
A posse de uma migalha de nada
Eu também quero uma migalha de nada
Mas um nada feito do pão com o ovo
Que não discutem quando mordo
Apenas mato a fome
E indeciso esfarelo
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