Nem por instantes cogitei ser necessário
Nem por instantes cogitei ser necessário
Reencaminhar das cordas vocais aos lábios
A plenitude que na minha alma despoletas,
Visto todo o meu ser te servir a ti, apenas.
Pensei, até, que fosse pelo contrário:
Um superlativado indubitável facto,
Já que dele parto para qualquer ato;
Já que, meramente, ajo a teu apanágio.
Tão indubitável que se torna avassalador
Este sudário interminável de vazio,
Que me cobre quando não estás presente.
Mas, tão sublimemente o meu espírito sente
Cada renascimento que em mim incendeias, de amor...
A minha génese é abraçar cada último suspiro.
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