Silêncio gratificante

Ofertei-me às marés fluindo tão gratificantes
Provei um fresco e fruitivo eco ali reinante
E impus-me coagido escrever um verso tão calmante

À distância de um côvado seduzi a luz que errante
vadiava num harmonioso amanhecer loquaz e excruciante
Para que o tempo oxigenasse cada silêncio etéreo e fulgurante

Num cantinho da maresia recolho todas as lágrimas no odre
da solidão, ali onde as palavras ainda choramingam intimidadas
Regando com gentileza aquelas gargalhadas tão reconfortadas

Frederico de Castro

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