Tapirira
Parte de mim veio de muito longe
e outra parte nasceu enraizada,
Embora visivelmente não evidente
a minha realeza é ameríndia,
Absoluta como a Tapirira nativa
florescida celebrante em novembro.
Não sonho e nem vejo florescendo
fora da minha América do Sul;
os meus caminhos austrais conheço,
e deles abertamente me envaideço.
Os teus caminhos apenas respeito,
apenas não posso falar que
de volta ando recebendo o mesmo;
Caso tropeçares nos meus,
não espere nada menos do que reação,
Vivem em mim filiação, pacto e devoção,
que nunca irão na primeira embarcação.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O mar altivo e forte (soneto) - 22/12/2017
O mar azul, por sua grandiosidade
Neste planeta de lendária sapiência,
É um marco, é quase uma majestade
Repre…
Armando A. C. Garcia
...O desconhecido ! (soneto) - 22/07/2016
O desconhecido é um mistério sem fim
Corrente de incerteza que estertora,
A pragmatizar o fim de nova aurora
P…
Armando A. C. Garcia
Amor cigano ! (soneto duplo) - 31/07/2016
Momentâneo relâmpago de ventura
Entre teus braços, leda formosura
Juraste-me amor eterno, criatura !
- Foi s…
Armando A. C. Garcia
A Uma Rainha – (soneto) - 27/10/2013
Cheia de encanto, magia e graça Passava por mim toda a manhã. Perfumando o caminho onde passa Na pureza, de sua fisionomia louçã…
Armando A. C. Garcia