ENQUANTO NADA...
Por enquanto nada,
Estou de castigo,
Levando lambada,
Engolindo o meu grito.
Corro em direção errada,
Crio meus próprios mitos,
Quando vejo uma roubada,
Logo me agito.
Que loucura essa minha,
Correr atrás de ilusão,
O concreto me abala,
É uma fraca construção.
Enquanto isso, nada!
Ninguém me faz sala
Nessa terra esfarinhada.
Sei lá para onde vou,
Estou indo, sem destino,
Como um cão perdido,
Entro onde não sou bem-vindo,
Depois sou expelido.
Eu não quero mais nada,
Tudo o que quis me foi negado,
Levei tanta porrada,
Fiquei todo quebrado...
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