Alienados entretidos
seres que rastejam pelas sombras das ruas
um em um milhão é o que resta de esperança
olhares cansados olhando pelas janelas
desaprendendo a viver desde criança
é o vazio desse cotidiano
a fumaça nublando a visão
os prédios impedem de olhar o céu
as aves famintas pelo chão
uma desmedida carência por atenção
os olhos se afogando em tantas imagens
muita informação e pouco saber
anúncios poluindo as paisagens
tragédia dessa gente humana
que vive um eterno sofrimento
vida cruel e sem sentido
na floresta de pedra e cimento
se ao menos houvesse ação
uma revolta contra esse drama
somos alienados entretidos
enquanto nosso sangue derrama
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Filo - Sofia .
Qual a verdade que impera na mente humana ... todas elas são verdadeiras perante céus e estrelas : eu juro . Nestes pensamentos que trans…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Ninguém !!! - 21/09/2026
Ninguém ama nesta vida
Mais que a sua criação,
Primeiro, é a própria vida
Depois, a sua geração.
…
Armando A. C. Garcia
Vestidos Brancos de Sedas.
Nenhuma poesias ou poema é um assunto macabro... pois todos vivemos em um mundo cheios de muitas estações de tempos- Primavera -verão -…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Pesadelos.
Durante todas as noites um pesadelo viaja pelo meu sono - até que tudo termina no susto de acordar. Uns são de boas lembranças outros de…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*