"As cinzas que restam de mim"
Sopro as velas do aniversário só
apago cigarros, desfaço cinzas,
que ainda aquecem minha sala vazia,
limpo pegadas, que deixaste dispersas pela casa,
e deixo que ardam as entranhas,
pouco a pouco,
cá no fundo da alma, fico sangrando,
como um animal ferido, sem dono,
sem lugar onde ficar,
sinto-me a morrendo devagar,
este meu pobre coração quer sangrar a alma de vez,
dói tanto, tanto, uma dor sem limites,
e eu fico aqui a gritar pela Senhora dos Aflitos...
Luzerna, 15,12,2025, Joao Neves
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Melancolias III
Nas praias desertas de minha cidade costumava me sentar ... e a observar a solidão que me traz o mar. as verdades de meu corpo e de minha…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
COM FÉ
Tenho muita fé, Creio em tudo, Só não creio Na falta de fé. Vou com tudo, Às vezes paro, Giro o mundo, Tá tudo caro. Embora eu não crei…
Celso Ciampi
Lula la...
Lula la... bem vindo a vitória dos corações brasileiros ... bem vindo ao país de uma social democracia . Lula la ... sempre de coração a…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Papa Bois e Mama D’Leau
Acordar ao seu lado em Trinidad e Tobago,
receber o seu beijo romântico e apaixonado,
e entregar a alma convicta e o peito devotado…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski