Na margem do medo

Sem razão nem piedade
meu destino ficou sem abrigo
sob o pranto de um céu negro
esperei por ti como um mendigo
cada beijo que o vento me roubou
eles eram ecos do esquecimento
gritos do ontem, que a vida me brindou
mesmo que o tempo me roube a vida
eu te amarei através doesquecimento
da dor e da paixão, minha querida
minha alma te chama sem compaixão
não, não te preocupeseu nao te procurei
eu chorei ali mesmo, na margem do medo
eu vou morrendo lentamente em degredo
se teus lábios não pronunciarm mais meu nome
se minha voz não puder mais tremer
meu coração será eternamente  silenciado
e eu morrerei ali mesmo, na margem do medo.

Luzern, 16.12.2025, Joao Neves
 

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