Patauá
O que é de arte em mim
ocupa um santuário voluptuoso
e lascivo nos teus sentidos,
O lúbrico entra sem permissão
e libidinoso alegra os teus dias
mais tempestuosos,
os teus sorrisos e o teu corpo
me pertencem onde
o sensual, carnal e o tesão
se congregam em excitação.
O êxtase, o deleite, o ardor
e o fervor se ajoelham em luxúria,
a concupiscência e a doce injúria
se tornam a delícia da nossa vez
do pomar amoroso e insensatez.
Tudo preludia com a canção
divina ao espalhar óleo de Patauá
nas suas costas para a diversão
com muita magia e sedução.
Sem temer qualquer que seja
o resultado do jogo da vida
que para cada qual destina.
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