Comentário sobre Noites Brancas de Fiódor Dostoiévski
Infeliz do homem que levanta da sua solidão, arranca seu coração em sangue e o entrega a uma flor artificial que não o ama verdadeiramente, que o quer, somente, por momentos de ilusão, enquanto a flor se destina a um outro.
Infeliz do homem que se desfaz, que volta coercivamente para sua escuridão, enquanto a mulher que tanta amara, se escorre, sem dizer adeus, feito cachoeira, ferindo o limite da sua visão.
Para esse homem, o que resta, afinal? Perdoar? Recomeçar? Tentar de novo? Não, não, não....
O que resta é a solidão e o fim de ser, ou seja, a morte de sentido.
Everson Francisco da Hora Silva
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