Ode à parteira Dinalva

motorista da vida
cegonha fictícia
Dinalva voava as mãos
o tempo, asas e vaginas
acostumada em tanto
da humana instância
Dinalva instrumentava
o parto como dança
do vão dos seus bracos
assim como alavancas
a materia pulsante
deixava-se criança
o parto havia Dinalva
infante rastro de tudo
bailarina circunstância 
palco grávido do mundo

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