Sem hora pra gole de poesia
Estrago no salão; ela não bebia,
Poesia, o seu preferido trago,
Afago que da sua alma escorria
Trazia consigo um sereno lago.
Vago era o tamborete ao seu lado,
Trincado um copo, no chão uma bituca,
Muvuca ao fundo, som desligado.
Embriagado moço; e ela maluca?
Sinuca, bebida e tanta fumaça,
Taça imunda; belo riso ela abriu.
Retribuiu o garçom, quase a abraça.
Faça o favor: a folha pediu,
Dirigiu-se à mesa com graça,
Traça e retraça versos; depois saiu...
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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