UMA LUTA INGRATA
Mas que luta ingrata
A que tenho que lutar,
Um amor que me mata
Bem devagar.
Eu não posso declarar,
Sentimento tão belo,
Então fico a definhar,
Num choro surdo e sincero.
Apenas vivo, acordo, como,
Depois deito novamente,
Sou uma sombra,
Que some de repente.
Dói uma dor desmesurada,
Sinto que é o meu fim,
A vida, despudorada,
Se delicia me vendo assim.
Luto com alguma força,
Que busco no vazio,
Por mais que o tempo me torça,
Nesse amor louco eu confio.
Cavo minha cova lentamente,
Não tenho pressa nenhuma,
Um dia, minha gente,
Ela será uma banheira de espuma.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Corpo Reluzente .
Não tenho outro caminho a seguir - a não ser as marcas que teus pés deixam nas estradas - pois chove torrencialmente e não consigo te ver…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Huipil
Cercar-me de monjas blancas,
ao meu redor para receber
de corpo e alma o teu amor,
embriagar-me no teu fragor
e derreter-me d…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
ser e ir
ante a semelhança anômala sinto que sou quando me vou experiencio sentimentos e sintomas ser e ir ou ir e ser muito além de uma questão …
Kátia Surreal
Quem Indica - este meu Q . I .
Ah. quanta tristeza carrego nesta minha mente ... quantas orações faço todos amanheceres e anoiteceres - sabem porque!! Este meu Q.I. é …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*