Congela a imagem
De banho tomado, cheirinho de sabonete.
Ramalhete; pétala-ombro orvalha uma gotinha,
Caminha descalça pro quarto, alcança o tapete.
Bilhete se escreve: “de mim pra mim, cansadinha!”
Aninha no lençol; uma mistura no cheiro;
travesseiro num abraço bem gostoso de urso;
Discurso e apertos, não pagam com nenhum dinheiro.
Conselheiro e consolo; se o sono é incurso.
em curso de sonhos, adormecida; mas tão ela.
Canela é cor; a canela é tão roliça;
Preguiça gostosa num suspiro; nua e bela.
E congela a imagem; psiu! Ninguém mete o bedelho.
Espelho de si; coxa sem colcha, alma enfeitiça.
Eriça; coberta só com esmalte vermelho.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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