O botão está tristinho
O tecido, uma agulha, uma linha e o botão.
a mão fazendo vai e vem, tão bem costurado,
Aparado o resto que sobra, fecha o vão.
Tradição: mulher esquerdo; homem, o outro lado.
Pregado num ponto estratégico: intenção.
Posição pontual; é algo organizado;
Fixado em estilo cruz; noutras vezes, não.
São pretos, brancos; colorido e perolado.
Calado, com as lágrimas na rodelinha.
Pecinha que em matéria de proteção, arrasa.
É asa para o pensamento na entrelinha.
Peninha ver o botão com emoção rasa.
Vaza um estado triste; então ele se aninha,
Da janelinha: ele vive fora da casa.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Sem bravata
Faz tempo que eu não sei o que é um sorriso * diz uma canção, sim, há nuvens e palavras demais no cotidiano geral, esquecer é verbo pre…
Darlan de Matos Cunha
Manhã do Nada
clareia, manhã que a tua demora na minha espera cansa por tanta expectativa de deixar este breu essa longa noite pesadelo
Darlan de Matos Cunha
Uma mulher andarilha.
Nada será como d'antes te conhecer sua figura feminina ... suas verdades seus desejos de ser independente e de fazer amor até altas horas…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
O VICIO INTERIOR
O meu próprio vício, Me consome por dentro, Caminho sem compromisso, Escorregando ao sofrimento. A angústia me acompanha, Nesse caminho …
miltondacosta