Quantas vezes
Quantas vezes me sinto perdido ao sair pela noite,
Em passos silentes e aflitos, numa rua modesta,
Fantasiando te pedir que me abrace forte,
Juntar nossos corpos, tomar tuas mãos,
Deitar no teu colo e dizer bem baixinho:
— Distinta beleza, morro de amor por ti!
Quisera ser teu por séculos infindáveis,
Moça dos anjos que habita minh'alma.
Ah, amada, se soubesses
Que as horas não se ausentam
Quando a saudade, cruelmente,
Disfarça meu sorriso e faz reclame de você.
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