Sinceramente: choro
É que a natureza desfragmentada chora;
Embora muitos cuidam; outros nem tanto.
O encanto desmorona; escorre, vai se embora.
Gora o terreno em rachadura e sangra; espanto.
Manto contuso, chão demuda; nele mora.
Flora e fauna se perdem no quase ex recanto.
Canto da ave lacrimeja, longe de outrora.
A hora? talvez seja tarde, só não sei quanto.
Desencanto; norte arrancado: nada ancora.
Apavora a chuva; peito rasga. no entanto,
planto esperança; não vinga; o coração implora.
Ora pra tudo: deuses, universo e santo;
Pranto: desespero em granizo que tratora.
Penhora sonho, a TV reprisa, enquanto janto.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2026-03-03
Olá ;;; bom dia. tenho te acompanhado em seus textos ... poetisa. Raquel Ordones... meu coração bate aceleramente quando te vê ... e teus poemas leio. parabéns... ademir.
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*