CAÇADOR DE PALAVRAS
para António Lobo Antunes
Imóvel, imperfeito e deformado nasceu o
dia emaranhado numa tristeza tão amblíope
A gatinhar nos céus vislumbro duas lágrimas
que desabam num pranto exsudativo…tão evocativo
Um estético silêncio perdura em cada lamento voraz
todo ele encastrado no alforge de um olhar estático
Nas palavras atónitas emerge uma brisa semântica
algemando o substrato deste verso finito e magnânimo
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*