Ó Eremita.
Nas navegantes ondas
de meus sonhos...
todo meu barco
era azul-lilás.
Fluia docemente pelas
águas deste oceano -
que não sabia qual era.
Nem o ano , nem o mes ,
nem o dia.
Sabia apenas que navegava
para um sem fim , onde
suas águas encontrava o firmamento.
Ao chegar lá encontrei
uma passagem , a qual era
muito estreita ... dava apenas
para entrada de meu barco...
que com suas velas
baixadas > na frente tinha
um abismo , ao qual me
sugou e me levou para uma
ilha solitária... onde até hoje
vivo , como um eremita -
sózinho e alimentado
pelos deuses : aos
quais agradeço pelas suas
bondades- de manter a
minha vida... até os dias
de hoje.
Ademir o poeta.
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