VASO RUIM NÃO QUEBRA
Mas que grande mentira!
Eu quebrei faz tempo,
Tanta coisa me tiram,
Elas se vão com o vento.
Sou vaso do pior barro,
Aquele da enxurrada,
Barro que desce do morro,
Deixa a rua enlameada.
Eu quebro a todo instante,
Já quebrei várias vezes,
Nem a cola me cola,
Perdeu sua eficácia.
Se eu já fugi da escola?
Tantas vezes, perdi a conta,
O muro não era o problema,
Mas a Matemática e suas contas.
Sou ruim com espírito bom,
Não tenho maldade,
Sou elástico feito o som,
Movido a curiosidade.
Barro que não se assenta,
Nem consegue ser queimado,
Por isso se arrebenta
Esse pobre coitado.