Minhas lamentações
correm o asfalto
negro das estradas.
Curvas de olhares
não podem verem
vão de encontro ao mar
verde esmeralda.
O automóvel já não
viaja > voam ao mar
> levantando
espumas de corredores
nas marés profundas >
onde as sereias os salvam.
Minhas lamentações se acabam,
vejo os peixes a solidão
do amor/ nas marés novamente
profundas e deste mar encontrei
a minha estrela Dalva.
Ademir o poeta.
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