Entre pezinhos e asinhas Caiu no chão; porém já nasceu muito leve.Atreve-se a caminhar; ‘é tanta perninha’.Perdidinha da Silva, o poeta a descreve:-Deve ser uma lagarta! Mas que gracinha! Aninha nunca canto; e logo sai. Que forte!O norte faz; e sobe pelo tronco afora.Agora é chegar num lugar que a conforte.Morte? Ainda não. É a transformação; chegou a hora. Penhora-se no galho. Lá em baixo, a buva.Chuva e sol a toca; mas o vento, ali mora.Demora a pupa; e crisálida é a luva. A saúva passa; o sabiá é xereta,na vareta, balança a caixa de pandora.Estoura. E estica as asinhas, a borboleta. Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie cabe com perfeição no silêncio... Comentários (0) ShareOn Partilhar Facebook WhatsApp X Iniciar sessão para publicar um comentário.