Tal qual o Manacá-da-serra
Tal qual o Manacá-da-serra
que floresce em abril,
relembra que minh’alma
e toda a existência
a esta Pátria toda se aferra,
e nem mil viagens à Lua
o olhar nunca desterra.
Não nasci ontem. Sei bem:
vejo que querem provocar
a normalização por repetição
da agressão contra o Sul,
para nos levar à destruição.
Levada pelos ventos
com as folhas que caem
neste outono do Hemisfério,
florescido em mistério,
gradual, pétala por pétala,
a resistência se revela.
Da defesa da Soberania
nada nem ninguém me aterra,
neste mundo que anda
acostumado ao que aberra,
à traição e a fazer guerra.
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