Sarv-e Abarkuh

Não perco o hábito 
de olhar para o céu, 
Tendo a consciência 
que a constelação 
está contida nos teus 
preciosos olhos,
Que tocam absolutos 
os meus sonhos, 
E faço nenhuma 
questão de disfarçar.

Embora no instante 
somente tenho o rumo,
e não a possibilidade,
A liberdade é prumo
que se desfaz e bússola.

Mesmo sem prever,
e sem saber para onde 
haverá de seguir o seu;
O meu batimento 
tem sido todo pelo teu.

No Sarv-e Abarkuh,
com tiara trançada 
de rosas damascenas,
romãs, damascos e maçãs,
nas poéticas cestas, 
A vontade de enfrentar 
o mundo na noite longa,
O céu que pode 
cair a qualquer hora
- não me apavora -;
a glória pertence só
de fato a quem ousa. 

Bombas e império não 
podem contra nada
contra o tempo e o amor,
e nem nunca terão 
o êxito de capturar;
Custe o que custar
e leve o tempo que durar,
nunca conseguirão 
conquistar ou derrotar.

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