CAIR E LEVANTAR
Quedas, tive tantas,
Nunca as contei,
Fiz contas das vitórias,
Essas, sim, em conta levei.
Não chorei nas perdas,
Apenas deixei que fossem,
Nunca foram meus
Tudo o que deixei partir.
Fiz a vida com retidão,
Nunca por caminhos tortos,
Passei pelas estreitas portas,
Nunca joguei pérolas aos porcos.
Sofri, como não podia deixar de ser,
Mas me mantive forte,
Se não tive forças em algum momento,
Encontrei-as em outros,
A esperança, nunca deixei morrer.
Fui o saco de pancadas,
Apanhei que nem sei,
As feridas foram curadas,
Eu mesmo as curei.
Voltei das cinzas maior,
Mais forte e poderoso,
Aos que de mim tiveram dó,
Eu digo que perderam tempo precioso.
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