Canela-guaicá

Calar sobre o que é injusto
mesmo não sendo
na prática o outro lado,
pode vir no futuro custar
um preço muito caro,
e por cumplicidade passiva
se tornar a real condenação.

Quando se cala o justo
se cala um aliado
para caminhar lado a lado,
quando for se deparar
com o que for tumultuado.

Vivo sob a Canela-guaicá,
não permito calar nem sobre
tudo aquilo que não gosto;
pois não existe conforto
quando se habita no injusto,
e por mais desconfortável
que seja a verdade rendo culto.

Onde há dor do povo, do meu jeito
abraço e continuo falando
para que a injustiça e a indiferença
no nosso meio não enraízem.
Deixo falar o que falarem,
mas ao aceleracionismo dou
minha jura de agulha no palheiro:
para que o êxito não alcancem,
porque não há mundo derradeiro.
 

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Comentários (1)

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Olá... poetiza... bom dia... sempre estou aqui lendo teus versos... mas queria que me ajudasse a entender - porque coloca sempre nome de plantas da natureza... entendo sempre teus textos ... mas qual é a ligação... destes nomes. por favor. no mais um abraço e felicidades. ademir o poeta. obs: extensivo a tua família.