Vez em quando mergulho em mim
Ao tomar café hoje, sentei comigo.
O trigo na mistura do pão era apurado.
Purgado como nunca, dizer nem consigo.
Digo; jamais o percebi assim acurado.
Ourado um girassol num vaso bem antigo;
Abrigo pro meu olhar ali estacionado.
e pausado num sentir que quase mastigo.
Ligo o rádio; Djavan me adentra ensolarado.
Calado, meu ser encontra meus eus; prossigo.
O inimigo está em mim; é sempre encontrado.
Ousado, o paro; não o vejo como castigo.
Desligo o rádio, um alívio vem murmurado.
Tocado o coração, precisa desse amigo.
Artigo de luxo: esse tempo ao meu lado.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Hoje me contei uma história.
Há tempos não me fazia rir.
Encontrei comigo no passado.
Comentários (1)
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2026-04-21
Olá poetiza... é sempre bom ouvir o passado dentro de ti... tu és muito alegre ... sensual e uma boa moça de textos poeticos escritos.
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