CORPO
Paulo Sérgio Rosseto
Eu me reinvento ávido
No instante em que morro
No passado que me renasce um pouco
E sobrepõe-se do novo
Ao desconhecido
O tempo é o que se faz sobre mim
Parecido ao que foi eu vim
E se já não serve ao que vem
Nem chegou
E o que fica se perde muito em breve
Renovar é gastar-se no fogo
De ser sem ter medo do pó
Sou esse do avesso
Que explode em vez de sumir
Renasce no mesmo endereço
Só para recomeçar a ir
Ainda que esteja trôpego
Indiferente e só
Nesse mesmo escopo sigo
Enquanto me aguenta o corpo
@psrosseto
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia