Como quem de cima

do seu próprio cavalo,

enxerga o chão sagrado

que o abriga e sustenta,

Vê tudo com clareza,

incluindo a vil vileza,

Com toda a sutileza,

espírito de galpão e tropa

e chimarrão na mão.

 

Não nego a herança filial

do vento pampeiro

que ninguém controla,

De Sul a Sul balança

o ipê-roxo-de-sete-folhas

em preparação,

em maio, para a sagração

da absoluta floração.

 

Das raízes ao coração,

fincadas as origens

com apego a este chão,

Carrego alma briosa

de Sepé Tiaraju, que não

permite que a História

sofra mais alteração.

 

A herança de qualquer povo

ninguém retira,

independente de quem ali guia,

porque, gostando ou não,

quem manda passa, e o povo fica.

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