teorema do gesto nulo
deitado de costas
para o mundo
volto-me
cheio
girassol
girando
o sol
assombro
crânio
perpendicular
luz sombra
terrível sofisma
asas que falam
vozes que voam
pessoas oblíquas
como água
pessoas verticais
como a sede
a mão pousada
no obscuro ombro
determinante
mente e diz que não
que o peixe morre
pela mão
pelos gestos
por coisa nenhuma
abre-se imensa
terra no mar
mas tudo isto porquê
se eu só queria morrer
sem me querer matar.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "teorema do gesto nulo")
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Shofar
Abençoe Adonai a força de um leão gigante - perante o nosso coração - que brilhe sua imensa luz na paz e na guerra. Protegei-nos por nos…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia