Vietnam e as bombas de napalm.
Menina de fogo
corpo em chamas , correndo pela estrada
a infância rasgada pelo céu em guerra
o mundo inteiro a viu
não como criança -
mas como testemunho da barbárie.
Seus olhos não pediam vingança
apenas água, apenas colo . apenas
o direito de existir.
E nós, leitores de marx -nietszche -
sartre - fiacamos diante da página
que queimava, como se fosse nossa própia pele.
O silêncio dos filósofos, foi mais que
as bombas incendiárias, porque a palavra
é também abrigo.
Menina incendiada
teu grito atravessa décadas e
ainda hoje arde em nós como
poesias que não se apagam.
( Poesias composta por ademir o poeta / e o I . A )
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