Já não escrevo para ser lido. 

Escrevo com fervor para sustentar

o que em mim ainda resiste.


Quando a palavra falha,

rapidamente a alma contrai-se

e a palavra vira punho.


Cada verso é fragmento

num edifício no mínimo instável

que insiste no seu firmamento.


O poema é a suave cicatriz

que não tenciono por nada curar,

pois impede de sangrar.


Enigma do Silêncio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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